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DESINFORMAÇÃO

É muito significativo o que aconteceu nessa semana com a reportagem da rede Globo que abalou a categoria dos enfermeiros.

http://g1.globo.com/videos/pernambuco/netv-1edicao/t/edicoes/v/pacientes-reclamam-de-dificuldade-para-conseguir-atendimento-em-posto-nos-torroes/3257910/

Faremos uma análise do porque de tanto barulho! Pode parecer desinteressante para quem não é ou não se sensibiliza com a classe, mas para quem pertence a essa categoria e é comprometido com a  profissão e envolvido com o seu trabalho, é estarrecedor que uma emissora que aparentemente teria os melhores profissionais, tenha uma equipe tão desinformada.

Outro ponto a ser pensado, é que o profissional que estava trabalhando e atendendo a população foi vítima do preconceito dessa sociedade que vivemos representada na opinião desses repórteres. Ao invés da reportagem ir atrás dos gestores para saber dos outros profissionais que não estavam trabalhando, foi atrás de saber porque os enfermeiros estavam atendendo a população, vê-se o tamanho despreparo em se fazer uma  reportagem sem o conhecimento da causa que está investigando, apenas buscando sensacionalismo e audiência.

Além disso, a oportunidade que a emissora teve para se desculpar perante a categoria após o recebimento de carta dos representantes legais solicitando direito de resposta, fez apenas uma reportagem GRAVADA, como se tivesse partido da emissora a  ideia de procurar os representantes da categoria. Isso demonstra completa desatenção ao que foi solicitado, como também o não esclarecimento completo a  sociedade do papel do enfermeiro, uma vez que a reportagem inicial apresentava tom pejorativo sobre esse profissional.

Queremos esclarecer que temos orgulho da nossa profissão, e sabemos da nossa importância na prevenção e cuidado com a saúde da população.

Sugiro que fôssemos a Unidade de saúde no  mesmo dia em que a repórter e sua equipe agendaram para retornar, e aí aproveitarmos para dar uma aula a mesma sobre o SUS!

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Gostaria de aproveitar esse momento político para lembrar das nossas lutas e poucas conquistas que temos alcançado, principalmente, se dependesse da política partidária. É a partir desse gancho, que pretendo abrir uma discussão NOSSA, sobre a valorização do ENFERMEIRO. Não canso de falar sobre o assunto, nem pretendo abandonar essa causa.

Aproveitando a grande quantidade de profissionais que  estão entrando no mercado de trabalho e que acabam aceitando míseros salários que não correspondem  a importância e responsabilidade desse profissional, buscaremos –  através desse primeiro contato com o tema – adesões dos colegas para iniciarmos uma LUTA , onde primeiro precisamos valorizar o nosso trabalho,  um auto reconhecimento, para depois de consolidado com o reconhecimento da própria classe, partir para a busca do reconhecimento pelos outros profissionais e a sociedade como um todo.

Não adianta só reclamarmos. Se não considerarmos a nossa profissão como a coisa mais importante para nós, não vamos conseguir adesão de outros setores. Precisamos nos convencer disso, para depois convencermos os outros.

A CAMPANHA ESTÁ ABERTA, PEÇO QUE AQUELES QUE CONCORDAM, DEIXEM A SUA MENSAGEM DE APOIO, PARA A PARTIR DAÍ DEFINIRMOS ESTRATÉGIAS DE TRABALHO! CONTO COM TODOS!

O caso das 30 horas da enfermagem e a necessidade da união

Há alguns dias venho me contorcendo de inquietação sobre o que aconteceu com a votação das 30 horas do pessoal de enfermagem de todo o Brasil. Fico a me perguntar, como pode uma categoria com tanta gente inserida, tão essencial para a condução do Sistema de Saúde Brasileiro, ser tratada com tamanha indiferença!

Fico também a me perguntar, porque será que a categoria médica consegue tudo a que se dispôe a lutar, será porque eles são mais importantes? Acredito piamente que NÃO, o fato, no meu modo de pensar, está na forma que estamos lutando há tanto tempo. Se essa forma fosse a mais adequada garanto que já tinhamos conseguido o que queremos.

Vejam só, há poucas semanas vimos através do noticiário nacional a luta rápida e eficaz da classe médica  contra a redução de salário e aumento de carga horária pela  Medida Provisória (MP) 568/2012, do Governo Federal, rapidamente a classe se mobilizou e o governo recuou! Será qual o segredo? Do meu ponto de vista, repito, o modo que o governo entende, é a PRESSÃO, os médicos apenas mostraram que eles são importantes, são essenciais ao sistema de sáude, e quando param, causam um tumulto que ninguém quer que aconteça. Pois é, temos a mesma importância dos profissionais médicos, pois o próprio Ministério da Saúde considera que  a partir do PSF não é permitido o funcionamento se não houver na formação da equipe os três profissionais, Médico, Enfermeiro e o Técnico. Isso se repete nas unidades de saúde, sejam elas públicas ou privadas, sem a equipe de saúde ESSENCIAL, não há assistência.

Portanto mais uma vez conclamo a nos questionarmos se estamos fazendo a luta correta, uma vez que o diálogo só acontece se as duas partes estão interessadas, diálogo não acontece de forma unilateral.

Me chama atenção também a forma de divulgação que temos, ou seja, NENHUMA, como podemos sensibilizar a opinião pública se não colocamos na grande mídia, sejam jormais impressos,  TV,  Outdoors, as nossas lutas, isso de forma regular. Talvez algumas pessoas dirão, mas onde vamos arranjar recursos, pois é, somos milhares e milhares de profissionais que pagam as suas anuidades e acredito que essa seria uma causa justa, mas certamente dirão, mas quem cuida disso são os SINDICATOS, ficaremos então nesse lenga lenga a que estamos, pois se nós mesmos não nos unimos, SINDICATOS, CONSELHOS, FEDERAÇÕES, mas união significa que tudo é de todos, em prol de uma mesma causa.

Enquanto estivermos com essa separação, e não tivermos doações de alguma fonte que não seja as contribuições regulares dos profissionais, vamos ficar esperando a BOA VONTADE de quem não tem o menor compromisso com a nossa luta.

A presidente Dilma quando esteve aqui em Pernambuco, durante a campanha, nos prometeu ficar do nosso lado nessa luta das 30 horas, a opinião dela atualmente é diferente, outras eleições virão!

Então não sei o que precisa para entendermos que  a forma de LUTAR é com PRESSÃO, demosntrando a nossa força e ESSENCIALIDADE!


Há poucos dias estive realizando uma viagem com um grupo de amigas de trabalho e de profissão, e não duvidava que fosse tão recompensador essa ideia, que surgiu durante um outro evento de confraternização no final do ano passado. Posso dizer que esse relacionamento cresceu dentro de um ambiente de trabalho que embora fosse de extrema dificuldade e insalubridade, sem contar a convivência diária com situações críticas entre a vida e a morte, cresceu fortalecido pela dificuldade e pela confiança nas pessoas e na capacidade de cada um contribuir na resolução dos problemas e do dever cumprido ao fim e ao cabo de cada dia.

Pena que hoje não seja sentido dentro do mesmo ambiente de trabalho o nascimento e fortalecimento de laços novos e confirmação de antigos, não só pelo distanciamento gerado pela desvalorização e falta de reconheciemtno do profissional enfermeiro dentro dos serviços públicos, acredito que não seja diferente na rede privada, como também pelo distanciamento dos outras categorias, levando o profissional a desenvolver seu trabalho mecanicamente sem aprofundar  laços tanto com a Instituição como também com os outros profissionais.

O que se pode ver  ultimamente é uma extrema valorização do profissional médico, que merece todo o reconhecimento e valor, em detrimento dos outros profissionais. O que vem trazendo grande insatisfação e falta de envolvimento por parte dos profissionais não médicos. No passado,  o envolvimento e prazer na realização do trabalho que existia no nosso grupo, embora existissem dificuldades, provavelmente maiores do que agora, era compartilhada não só pelos enfermeiros, mas por toda a equipe de profissionais, onde existia respeito e valorização do trabalho de cada membro.

É fato, que uma equipe motivada tem prazer em realizar o trabalho e compartilhar o bem feito e as dificuldades, porque confia um no outro, sabendo que o que não for possível resolver no seu tempo de trabalho, contará com a sequência do mesmo, e terá total confiança na parceria formada para a solução dos problemas que ficam e os que venham a surgir.

Parece melancólico esse texto, mas na verdade é uma demonstração de que quando uma parceria é formada no ambiente de trabalho com respeito e valorização, o desejo de fazer parte da Instituição e do grupo flui com naturalidade.

No entanto, não podemos desacreditar na nossa profissão e no nosso labor, mas travarmos uma luta diária para que possamos revitalizar a convivência e os laços de amizade, o que trará com certeza, a satisfação em sairmos de casa a cada dia para ganhar o pão!

Hoje, estamos vivendo no meio profissional dos trabalhadores da saúde um momento que podemos classificar de diferente, pois não surgem oportunidades de ingresso dos profissionais recém formados no mercado de trabalho de uma forma justa e equilibrada, dando as mesmas chances aqueles que se candidatam aos empregos.

Embora sempre tenha sido difícil ingressar no mercado de trabalho, havia formas consideradas mais equânimes, como, concursos públicos, onde todos podiam concorrer, utilizando os conhecimentos adquiridos na formação profissional e na prática.

O que chamamos  atenção é o fato de terem sido excluídos na esfera estadual de Pernambuco concursos para o ingresso dos profissionais de saúde na rede pública de assistência, a forma de ingresso se tornou um método um tanto quanto incompleto de seleção, onde não é avaliada a capacidade intelectual e vivência do candidato, apenas são avaliados certificados que são anexados ao currículo. Outro ponto negativo é o tempo de contrato, que é determinado, o que dificulta a criação de vínculo do profissional com a Instituição, fazendo o trabalho que já é bastante estressante se tornar precário, na forma de contrato, onde não há nenhuma segurança para o trabalhador e nem estímulo para o mesmo se envolver no trabalho, uma vez que vai ser substituído em período certo.

Considerando essa reflexão, acredito ter chegado o momento de agirmos no sentido de cobrar das autoridades a elaboração de concursos para o ingresso daqueles que se prepararam com tanta dificuldade!

A qualidade da assistência é diretamente relacionada a satisfação do trabalhador no seu ambiente de trabalho. Então, é necessário que haja comprometimento da instituição com o profissional e desse com a instituição na qual trabalha, se não houver esse elo, não existe a possibilidade de desenvolvimento de um trabalho de qualidade.

Portanto, nós, que acreditamos numa saúde de qualidade não podemos deixar de LUTAR por dias melhores!

Embora saibamos que o SUS não oferece uma hotelaria de boa qualidade para o atendimento aos usuários, e que isto traz insatisfação não só a quem precisa do atendimento como também aos profissionais de saúde, esse Sistema permite o atendimento de milhões de brasileiros e brasileiras diariamente que não tem outra alternativa para a assistência ä sua saúde.

Aproveito esse espaço para divulgar pesquisas importantes que colocam os resultados da avaliação desses usuários sobre o atendimento realizado pelo SUS.  A mídia, na maioria das vezes quer apenas sensacionalismo, e as pessoas que não utilizam o Sistema fazem avaliações distorcidas e fora da realidade do dia a dia dos profissionais que trabalham e conhecem o Sistema, no qual realizam atendimentos não só a população mais carente , mais também todos aqueles que chegam nas grandes emergências para o primeiro atendimento, diuturnamente, salvando vidas e dando apoio as famílias que procuram esse Sistema tão grande, que naturalmente apresenta muitas falhas e que precisam ser consertadas.

Lembro que o sistema privado também causa insatisfação dos seus usuários, na demora do atendimento, baixa qualidade e muitas vezes seus usuários são encaminhados para o SUS para a realização de exames de alta complexidade.

Fico inconformada com a forma como esse tema é tratado, como se nos serviços públicos, onde mais de 70% da população é atendida, só acontecesse coisa ruim, nós formamos esse Sistema e temos certeza que damos o melhor da nossa vida e da nossa profissão para fazer com que aqueles que procuram as emergências e outros serviços, tenham um bom atendimento, o que na maioria das vezes acontece, o que nos traz grande satisfação de trabalhar nesses locais, compartilhando da boa resolução dos casos.

No momento aproveito a polêmica em torno da doença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  para dizer que os profissionais do SUS, na sua maioria buscam  realizar o seu trabalho com qualidade, embora não lhe sejam dadas as condições necessárias para que esse atendimento possa acontecer. Mesmo com essa dificuldade pode-se confirmar através das pesquisas abaixo listadas, a boa avaliação desses profissionais dada pelos usuários.

Satisfação dos usuários do sistema de saúde brasileiro: fatores associados e diferenças regionais in:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-790X2009000300001&script=sci_arttext

Avaliação da satisfação dos usuários com a qualidade do atendimento nas grandes emergências do Recife, Pernambuco, Brasil inhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292009000200005

Embora sejamos considerados como parte do núcleo essencial dentro do sistema de saúde, onde estão incluídos aí os médicos e a enfermagem (enfermeiros e técnicos/auxiliares), e sabermos que na prática essa é a verdadeira posição que a enfermagem ocupa dentro do processo de trabalho da saúde, pois sem esses dois elos, medicina e enfermagem, não é possível acontecer a assistência  ao paciente,  sem desconsiderar a relevância das demais profissões da área da saúde, como assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, odontólogos, dentre outras, temos observado no dia a dia do trabalho e nas instituições de saúde,  que  a valoração da enfermagem está  aquém da sua real importância,  o que demonstra a necessidade de nos envolvermos na luta diária e contínua  pela seu reconhecimento, e demonstrar que sem esse profissional não há assistência, considerando a sua essencialidade.

Precisamos URGENTE refletir sobre esse tópico e nos imbuirmos de força para exigirmos o espaço que nos é garantido para termos nossos direitos reservados e garantirmos também o nosso reconhecimento através de uma remuneração justa compatível com a relevância que a profissão exerce.